Se eu ficar ~

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Eu gosto muito de ler, sempre amei. Eu me sinto livre para viajar para todos os lugares quando tenho um livro nas mãos. Tanto que acho que aprender a ler foi minha maior realização. Sério, espalhei para todos, como se fosse a maior conquista da minha vida, talvez tenha sido.

Essa semana eu li “Se eu ficar” da Gayle Forman. Gayle é uma autora premiada que além de livros, escreve para algumas revistas, ela vive no Brooklyn NY com suas filhas e o marido. Na verdade eu nunca tinha ouvido falar dela, mas só para adiantar, gostei.

“Se eu ficar” é um livro que consegue nos mostrar como os sentimentos podem ser confusos. Eu não quero contar toda a história, por isso não vou fazer uma resenha detalhando o livro. Mas a história é narrada por Mia, uma garota apaixonada pela música e que namora Adam, um amador da música também. Inclusive, foi a música que os uniu. No começo eu achei que os dois não se amavam, que era só um caso de escola, desses do ensino médio que não vão pra frente, sabe!? Mas eu me surpreendi.

Mia tem uma família bem diferente. Os pais apaixonados por rock, daqueles que no ensino médio viviam o lema dos anos dos anos 60. Um irmão muito fofo a qual Mia é muito apegada, o Teddy. Apesar de ser filha de um baterista, ter uma mãe fortemente influenciada pelo rock, e um irmão que segue os passos do pai na bateria, Mia na verdade tem o coração na música clássica. Ela até tentou não levar o violoncelo a sério, mas o amor por ele foi maior.

Como toda mocinha, Mia tem uma melhor amiga. É uma garota que facilmente seria minha melhor amiga também. A Kim, ela tem uma mãe super-protetora, e sonha em ser uma grande fotografa. Acho que foi a personagem que eu mais me identifiquei. Ela não é o centro das atenções, ama fotografia e tem uma mãe bem doidona, a única coisa que eu não me identifiquei foi a forma calma como ela lida com a situação, eu na mesma situação morreria, sem exagero.

Durantes várias vezes eu quase chorei, algumas eu até chorei. Inclusive dentro do ônibus a caminho da faculdade. Por que ao mesmo tempo que parece que o sentimento de Mia e Adam é pequeno, dá para perceber que tem muito amor. E quando Mia fica confusa, sem saber se deve continuar nessa vida, ou deixar tudo para trás, dá vontade de entrar no livro e tomar a decisão por ela. Apesar que eu ficaria muito confusa também. Continuar a vida depois de uma tragédia deve ser tão difícil quanto deixar um amor de verdade e uma amizade tão intensa, fora os avós. Não sei qual dói mais.

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No fim das contas, Mia escolhe… só que a história deixa um gostinho de “CADÊ O RESTO?” Eu continuei procurando as páginas do livro, meio que tentando desenterrar uma folha do meio, só para saber o que acontece depois. Então foi só isso que eu não gostei, ter que acabar, até porque nenhum livro é infinito, só que eu sou do tipo que queria saber todo o resto, se Kim casa, quantos filhos ela vai ter, o que vai acontecer com Adam? E os avós? E a enfermeira rabugenta? E a legal? O bebê de Willow e Henry cresce saudável? Como eu não terei essas respostas, eu invento na minha cabeça.

Eu amei o livro, tô até com o pouco de medo de ver o filme, porque geralmente os filmes jogam tudo que imaginei por terra. Muda muita coisa, omite outras, acrescenta ainda mais. Vou tentar ver o filme e depois faço uma comparação.

Acho que esse livro é ótimo para quem não vê diferença entre os amores, e não vê o quão difícil é ter de escolher entre esquecer tudo e enfrentar. O mais legal do livro é que depois eu fiquei refletindo, tentando me colocar no lugar, isso me levou a valorizar mais algumas pessoas da minha vida, afinal… hoje eu posso estar indo passear com minha família, mas daqui a 5 minutos pode mudar.

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