É difícil de acreditar…

… que sempre foi você!

A vida toda eu procurei por alguém que me entendesse, que conversasse comigo através de um olhar, que risse das minhas piadas erradas, e que me corrigisse com carinho, que não mentisse para me agradar, não sobre tudo. Também queria alguém para dizer que fico linda mesmo sem quilos de maquiagem, alguém que se importasse comigo de verdade. Que soubesse exatamente o que eu preciso, até quando estou em negação. Eu procurei, realmente, procurei muito, por todos os lados e becos escuros, mas não achei.

Vaguei no mundo quando desisti e de repente… trombei em você. Que procurava as mesmas coisas que existiam em mim, e oferecendo as que eu procurei por tanto tempo. Sabe o mais estranho? Você sempre esteve ali. Na festa do meu melhor amigo, você estava sentado na mesa do lado, ocupado demais em me ignorar. Naquele filme no cinema com os amigos, você chamava minha atenção por não ficar quieta. Quando seu amigo jogava com uma estranha, também era eu. É engraçado como você nunca me suportou.

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Só que de repente o mundo deu uma reviravolta e nos esbarramos, com corações desacreditados, fé abalada e uma mala vazia, e acredita? Você se encaixou em mim. Hoje eu que preciso te mandar ficar quieto no cinema, você que joga com a estranha, eu que te dou colo no fim de tarde, nós que dividimos uma rede para ver o por do sol. É inacreditável, mas é tão óbvio, claro que tinha que ser você e mais ninguém.

 

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Sem saber que o pra sempre, sempre acaba…

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Olha garoto, eu tinha medo da vida, medo dos obstáculos, medo de sonhar, medo de amar. Eu não me importava de viver no meu mundinho solitário e infeliz. Era tudo que eu tinha, era o que eu queria. Eu sabia que com o viver vinham grandes responsabilidades, e sinceramente? Sempre fui criança demais para ser responsável por algo além do meu nariz.

Eu não sei o quê vi em você! Não sei pra quê você foi brotar na minha vida naquela noite, não sei por quê fui curtir sua foto ou te adicionar, a foto era de outra menina especialmente para você, no que fui me meter? Meu instinto me avisou que era problema, que era pra seguir em frente. Meu coração se escondeu atrás de uma caixa cheia de coisas antigas e meu cérebro tentou me alertar, mas lá estava eu, com seu chat do facebook aberto, pronta para aceitar um convite para um encontro, na hora não ficou definido se era um, mas hoje eu percebo que sim, era um encontro.

Não dá para negar os momentos legais que tivemos juntos, nem para dizer que continuei fria e calculista por todo nosso percurso, não dá pra dizer que já te superei. Capaz! Ainda tem lágrimas contidas nos cantos dos meus olhos, eu ainda estou tremendo de raiva pela forma que acabou. Você do outro lado do mundo, e eu aqui… achando que você voltaria, que íamos passar por cima de tudo e pruft, fim. Agora eu entendo quando dizem que o pra sempre, sempre acaba. Não precisava ser assim, garoto. Podíamos muito bem ter sido mais que isso. A nossa música tá tocando agora, mas não tem você para sussurrar meu verso preferido. Desligo o som. Até o silêncio me lembra você… naquela noite, na rede da sua casa, observando a lua, eu só era capaz de ouvir sua respiração e o silêncio que falava por nós.

O que houve garoto? Não tinha amor suficiente? O oceano azul entre nós me apagou de você? O que aconteceu com os planos? Continuam aqui, e aí? Eu não queria que fosse assim, mas no momento são tantos problemas pra lidar: família um caos, faculdade uma bagunça, minha cabeça a mil, agora o coração despedaçado. E você? Sei lá, nada vai mudar. Todos os dias tem pubs te esperando por aí, amigas te convidando pra dançar, a cerveja ainda vai encher seu copo e a madrugada vai ser sua companheira de festa. E eu? Vou ficar aqui, me refazendo, me remoendo, me reerguendo. Não pense que vou ficar sentada nesse chão chorando, nem que todos os dias vou te ligar, não! Também sei que nossa história não acabou aqui, mas sabe o tempo que demora entre um livro e outro? É o que vai acontecer. Então algum dia, em algum lugar, numa esquina, vou te reencontrar. Vamos ficar mudos e esperar os segundos dizerem se é o ponto final, ou o início de mais uma episódio chamado “Você e eu”.

Obrigada por tudo, vou sentir sua falta, meu garoto.

A fórmula da saudade!

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Tem pessoas que chegam na nossa vida de repente, e se tornam muito especiais. Outras passam a vida toda do nosso lado e quando se vão nem notamos. Esses dias eu comecei a pensar em como aquele vizinho que viveu aqui do lado 18 anos, foi embora e eu só fui notar 2 meses depois da mudança. Pensei naquele meu amigo da 1ª série que saiu da escola porque as pessoas zoavam a religião da família dele, tinha só 3 meses que eu o conhecia, mas senti tanto a falta dele, as vezes eu me pergunto por onde será que ele anda. Também tem aquela menina que estudou comigo por um ano, e foi suficiente para encontrar com ela na rua e correr para ganhar aquele abraço que não ganhava há 13 anos. Por outro lado, tem aquela que estudou comigo a vida inteira, que passa por mim na rua e nem por educação trocamos um “oi”.

Eu costumo ficar pensando antes de dormir, e eu penso muuuito! Então eu senti uma saudade imensa daquele que eu por acaso, entreguei meu coração (clichê, mas verdade). Ele tá longe há 10 meses, e tinha se tornado importante pra mim há menos de 2 antes de partir. Pouco tempo de convivência, mas tempo suficiente para bater aquele aperto no coração que faz apertar o travesseiro e fechar os olhos bem espremidinhos para lembrar do doce cheiro que ele exalava. Eu lembro que eu costumava dormir do nada enquanto a gente conversava de noite, ele me acordava delicadamente e me colocava na cama. As vezes eu ainda durmo na sala na esperança de que ele vai me acordar, mas quando amanhece e eu continuo lá, eu percebo que a saudade em mim tá cada vez maior. Tão grande que as vezes posso jurar que a toco.

Mas então, o que define a saudade?

Galileu foi um físico, astrônomo, filósofo, que revolucionou a ciência. Ele introduziu a matemática na ciência e começou a investigar o mundo de maneira diferente. Muitas pessoas até hoje só acreditam em provas se elas podem ser confirmadas matematicamente. Baseado nisso comecei a pesquisar se existia uma explicação lógica para a saudade, e adivinhe só… existe!

A saudade (S) nada mais é que o produto do tamanho do amor (A) e a distância (D) entre os indivíduos.

S= A D

Não é o tempo que se vive com alguém que define o quanto você vai sofrer com a distância, e sim o amor. Engraçado como o amor sempre está presente nas nossas vidas. Sabe aquela expressão “só dá valor quando perde”? Não é bem a perda que nos faz valorizar, é a saudade… Só temos saudade na ausência, e é na ausência que percebemos que amamos. Claro que dependendo da pessoa, admitimos amar, sabemos do amor, mas só vemos a intensidade desse amor quando a distância se torna um fator. A pior parte dessa fórmula, é que não há um fator para dividi-la, ou para subtrair, pelo contrário, cada dia ela aumenta.