Os desafios que a gente encontra

Acho que eu nunca fui uma pessoa muito determinada. Eu sempre começo algo e simplesmente paro. As vezes eu fico revoltada comigo, mas eu nunca consegui mudar. Persistência talvez seja um dom, uma vocação, ou simplesmente a vontade extrema de alcançar um objetivo. Sonhar eu sonho, o meu problema é na hora de correr atrás… eu sempre abandono o sonho no meio do caminho.

O problema são os desafios que esbarram na gente durante a caminhada. Por mais que você queira algo, um desafio sempre vai te desanimar. O meu erro é entregar os pontos logo na primeira curva. Eu sei lá, mas acho tão difícil levar uma ideia até o fim, tão difícil ser forte em um momento em que eu tô vulnerável. Eu admito que meu maior erro é ser influenciada pelas pessoas, eu digo tantas vezes que não me importo com a opinião dos outros, mas a verdade é que me importo MUITO! Eu não fico paranoica tentando bolar uma forma de gostarem de mim, mas eu fico tão triste quando não recebo apoio de quem espero ou quando me julgam injustamente.

O maior dos desafios, na minha opinião, é enfrentar as pessoas, principalmente àquelas com quem me importo. É muito difícil correr atrás de um sonho quando toda sua família joga na sua cara que você é incapaz. Pior ainda é quando além de não te apoiarem, jogam na sua cara todas as coisas que você tentou e não conseguiu. Talvez seja tarde demais pra tentar mudar isso, mas eu vou tentar mais uma vez. Mesmo que esse meu novo sonho seja doido, mesmo que ninguém acredite, e mesmo que eu não consiga, dessa vez eu vou até o fim! Eu vou dar o meu melhor e manter na cabeça os motivos pelos quais farei isso, e mesmo não estando muito confiante, eu tenho chances de conseguir. Então que venham os desafios, estou pronta pra todos!

Eu escolho ser feliz!

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A vida é complicada demais. Por mais que você lute, ela sempre vem e joga uma dinamite e você é obrigado a tapar os buracos causados e a cuidar das feridas. As vezes dá vontade de jogar tudo pro alto, sentar e ver a vida passar, sem fazer absolutamente nada… sem ser feliz, sem ser infeliz, sem viver. Muitas vezes eu tentei fazer isso, mas eu refiz minha escolha.

Eu resolvi ser feliz! Por mais que isso pareça surreal, é uma opção que todos nós temos. Diante de tanta dificuldade e de tanto problema, é possível sorrir e ver as coisas boas. Ser positivo é o primeiro passo para ser mais feliz. Sabe quando você bate o dedinho na beirada do sofá? Pense que o sofá tá testando sua capacidade de fazer diferente na próxima vez. E quando levamos um fora? A pessoa simplesmente não nos merecia. Não conseguiu ir naquela festa? Melhores virão! São centenas de situações que podem ser vistas de outro ângulo. As vezes basta mudar nosso foco para sermos mais felizes.

Por isso eu resolvi que não vou SÓ choramingar minha tristeza, nem priorizar o sofrimento. Vou lutar pelos meus sonhos e rir dos meus tombos. Azar se eu bater a cabeça no mesmo galho trilhões de vezes, uma hora eu consigo. Não tem problema se sou rejeitada pela turma na faculdade, um dia eu encontrarei pessoas como eu. E se hoje eu sofro por estar longe de alguém, que bom! É sinal que dentro de mim bate um coração que não serve só pra bombear sangue.

Escolha ser feliz, escolha a vida. Não deixe a vida acabar sem que você faça nada, afinal, ela é só uma…

A garota que eu quero ser!

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Quando eu era pequena, eu tinha certeza de tudo que eu queria que acontecesse na minha vida. O plano era estudar para ser uma grande advogada, entrar pra polícia e depois pensar em namoro. Eu queria poder sair sozinha, ser independente, ir à festas, dar festas… na minha imaginação era tudo muito simples, mas aos poucos eu me perdi.

Na adolescência tudo se complicou e o que eu queria já não era certeza, as certezas eram dúvidas, os planos eram obstáculos e a vida era uma bagunça. Cheguei no ponto que contos de fada eram apenas história para criança bobas, e romance era uma fraqueza humana, e isso me tornou mais fraca. Sonhar é a força da vida, é a beleza de estar vivo, e eu havia perdido isso.

Com o passar do tempo, por mais difícil que seja admitir, a fase adulta me espera. E eu não sou ninguém mas sei exatamente quem eu quero ser e quem não quero. Estou cansada de ser a garota indefesa que não pode lutar por seus ideais porque tem dificuldade de se comunicar, porque já passou por muita coisa quando pequena, a garota inteligente mas que nunca tem a chance. Essa eu não quero ser.

Eu quero ser a amiga que tem a palavra certa pra todo momento errado, aquela a quem as amigas recorrem porque o namorado a magoou ou porque quer mudar a cor do cabelo mas não tem certeza. Eu quero ser a filha que é considerada amiga por saber lidar com a mãe, aquela que comenta discretamente com a mãe que a “fulana” não está tão jovem mais, ou que é cumplice na hora de abusar do cartão de crédito.

Eu quero ser aquela irmã que se pode contar pra toda hora, seja pra falar mal da namorada, seja pra desabafar sobre o video game que estragou ou até mesmo pra pedir ajuda no trabalho da escola. Quero ser aquela que sorri o tempo todo, não porque é falsa, mas porque aprendeu que a vida não nos decepciona quando já esperamos os perigos que ela impoe, aquela que tem força pra se levantar depois de cair de um precipicio e ainda dizer “eu sobrevivi”, eu quero ser bela a ponto de poder passar horas no espelho me admirando e ainda ter humildade suficiente de admitir “ela também está bonita”.

Eu quero ser a namorada que joga video game, abraça, faz cafuné e sabe cozinhar, também aquela que se faz de difícil pro parceiro ter o prazer da conquista, aquela que é amante nas horas vagas pra não dar espaço pra “outra” entrar na vida do amado.

Eu quero ser a garota que coloca medo nos valentões e faz os populares derreterem de amor. Aquela criança crescida que ainda assiste desenho animado e sabe morrer de medo em um filme de terror, quero ser aquela que se esconde debaixo dos lençóis e anda de salto toda produzida num passeio ao shopping. Quero dar o meu melhor, quero amar intensamente, fazer aquilo que gosto, não por dinheiro, mas por realização. Quero acreditar no perdão, na paz, na honestidade das pessoas e ver o mundo sempre com os melhores olhos, esperando que as pessoas sejam diferentes e aceitando-as desse jeitinho.

Eu quero ser a garota que corre em direção ao mar, com os cabelos voando contra o vento, com a pele queimando e pensando em absolutamente nada. Assim como eu quero ser aquela que deita na rede e apenas observa os passarinhos voando e cantarolando uma linda melodia. Eu quero sim ser independente, mas dependendo do bem estar do meu próximo. Quero pensar em mim, mas quero pensar naqueles que fazem parte da minha vida. Quero ser mãe de uma linda família, e ainda assim ser uma criança brincalhona que rouba doces antes do jantar.

Além de tudo, eu quero ser amada por todos que me conhecem, e ter o sorriso contagiante de um bebê que se diverte com a água caindo na banheira. E por fim, eu quero ser a garota que pode ir sozinha para o baile, simplesmente porque sabe dançar por si mesma.